O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte do empresário Adalberto Amarilio Junior, encontrado dentro de um buraco de obra no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, aponta asfixia, possivelmente por estrangulamento, como causa da morte. A informação foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) em 17 de junho de 2025, e o caso, que era tratado como morte suspeita, passou a ser investigado como homicídio.
O que diz o laudo
Segundo o documento do IML, citado pela SSP, a morte foi provocada por asfixia. Com o resultado, a natureza do inquérito foi alterada para homicídio, e a apuração ficou a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia informou que pode ouvir novamente pessoas que tiveram contato com o empresário durante o evento do qual ele participou.
Ainda faltavam resultados de outros exames: o toxicológico, a análise de fragmentos encontrados sob as unhas da vítima e o exame de DNA de resíduos de sangue localizados no carro dele.
Como o caso começou
Adalberto desapareceu em 30 de maio de 2025, depois de participar de um evento de motos no autódromo. O corpo foi encontrado em 3 de junho, por um funcionário da obra, dentro de um buraco de cerca de 45 centímetros de diâmetro e 3 metros de profundidade. De acordo com a CNN Brasil, o capacete e o celular dele estavam ao lado do corpo.
A polícia trabalha com a hipótese de que o empresário tenha cortado caminho entre o local do evento e o estacionamento, entrando em uma área de acesso não autorizado. Nesse trecho, ele poderia ter tido um confronto com seguranças ou outras pessoas. Ainda conforme a polícia, ele não chegou ao carro naquela noite.
O que aconteceu depois
Em 1º de julho, um mês após o desaparecimento, a CNN Brasil informou que ninguém havia sido preso e que não havia suspeito formalmente identificado. Alguns dos resultados esperados já tinham saído:
- O exame toxicológico do IML não encontrou álcool nem drogas no corpo do empresário.
- A necropsia identificou terra nas vias aéreas, o que sustenta a hipótese da polícia de que ele estava vivo quando foi colocado no buraco. Não é possível confirmar, porém, que isso causou a asfixia apontada como causa da morte.
- Escoriações no pescoço podem indicar um golpe de mata-leão.
- O DNA parcial mostrou que o sangue encontrado no carro pertence a ele e a uma mulher não identificada; o material seria comparado com o da esposa do empresário.
A reportagem também registra que uma nova testemunha disse ter presenciado o crime e passou a depor no DHPP sob proteção policial, por temer represálias. Segundo a polícia, até aquela data não havia mandados de prisão expedidos, e novos depoimentos eram esperados.
Um caso ainda em aberto
Por isso, o laudo esclareceu a causa da morte, mas não encerrou o caso: a autoria e as circunstâncias exatas do crime seguem sob investigação. A SSP afirmou que a apuração continua.
Fontes
- DGABC – Empresário encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos foi asfixiado, aponta laudo
- CNN Brasil – Morte de empresário no Autódromo de SP completa um mês sem solução






