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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Caso Vitória: principal suspeito confessa o crime em Cajamar, diz polícia

Maicol Sales dos Santos confessou a morte de Vitória Regina Sousa, de 17 anos, segundo a polícia; o inquérito segue aberto.

Tiago da Silva CândidoPor Tiago da Silva Cândido Atualizado em 27/10/2026 3 min de leitura
Vista de Cajamar, município da Grande São Paulo
Foto: Fernando dos Santos Crus/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A polícia de São Paulo informou que o principal suspeito pela morte de Vitória Regina Sousa, de 17 anos, confessou o crime na noite de 17 de março de 2025, durante interrogatório. O caso comoveu o país desde o desaparecimento da adolescente, em Cajamar, na Grande São Paulo. Segundo o delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Demacro, não há dúvidas de que ele agiu sozinho; o inquérito, porém, segue aberto.

Cronologia do caso

De acordo com o Diário do Grande ABC e o Jornal de Brasília, Vitória desapareceu em 27 de fevereiro de 2025. O corpo foi encontrado em 5 de março, a cerca de 5 quilômetros da casa dela, em Cajamar. Em 8 de março, a Justiça decretou a prisão temporária, por 30 dias, do principal suspeito.

O investigado é Maicol Sales dos Santos, que morava no mesmo bairro da jovem, o Ponunduva, mas, segundo a polícia, não tinha proximidade com a família dela.

Bairro do Polvilho, em Cajamar (SP)
Foto: Fcrus/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A confissão

O delegado afirmou em coletiva, no dia 18, que o suspeito confessou na noite anterior. A Secretaria da Segurança Pública também informou que ele teria agido sozinho. Os veículos registram que as informações vêm da polícia e que não há decisão judicial sobre o caso: o homem segue como investigado até eventual julgamento.

O que a polícia levantou

Segundo as reportagens, a investigação reuniu os seguintes elementos:

  • testemunhas colocam o suspeito na cena em que a jovem foi levada;
  • o carro dele, um Toyota Corolla, tem possíveis vestígios de sangue no porta-malas, material enviado para exame de DNA;
  • o celular do investigado tinha registros de perseguição à vítima;
  • houve contradição no depoimento sobre onde ele passou a noite do crime: ele disse ter ficado em casa com a esposa, que afirmou ter dormido na casa da mãe.

O que ainda falta esclarecer

A conclusão do inquérito depende de laudos ainda pendentes, entre eles o exame de DNA do material encontrado no veículo. A polícia diz que a hipótese de autoria única é a mais forte, mas a reportagem do Jornal de Brasília observa que a participação de outras pessoas ainda não foi totalmente descartada. O delegado afirmou que as demais pessoas investigadas tinham alguma relação com a vítima e que os celulares apreendidos serão devolvidos.

Outro ponto em aberto é a defesa. O advogado que acompanhava o suspeito até então, José Almir, deixou o caso, e as reportagens não conseguiram contato com o novo defensor. O caso segue na Delegacia de Cajamar.

Por que o caso teve tanta repercussão

A morte de uma adolescente de 17 anos, desaparecida na rua perto de casa, mobilizou moradores da região e ocupou o noticiário nacional durante semanas. Por respeito à família, este texto não reproduz detalhes do crime, que constam nos documentos da investigação.

Fontes

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