Os ídolos do América de Natal vão de Nilo, autor do gol do primeiro título potiguar, em 1919, a nomes recentes como Wallace Pernambucano, artilheiro da Série D. No meio do caminho estão Saquinho, Hélcio Jacaré, Marinho Apolônio, Baíca, Didi Duarte, Paulinho Kobayashi, Max e o meia Souza, frequentemente apontado como o maior ídolo da história alvirrubra. Entre os técnicos, destacam-se Ferdinando Teixeira, Arturzinho e Leandro Sena.
Os pioneiros: Nilo e o título de 1919
Nilo Murtinho Braga nasceu em Belém em 1903 e morou em Natal porque o pai, oficial da Marinha, foi nomeado capitão do porto da cidade. Em 1919, com apenas 15 anos, marcou contra o ABC o gol que deu ao América o título do primeiro Campeonato Potiguar concluído. No mesmo ano voltou ao Rio de Janeiro, onde se tornou ídolo do Botafogo e disputou a primeira Copa do Mundo, em 1930, pela seleção brasileira.
Anos 1950 e 1970: Saquinho, Hélcio Jacaré e Alberi
O centroavante Saquinho é lembrado como um dos maiores da história alvirrubra. Foi artilheiro do estadual em 1956, com 10 gols, e em 1957, com 12, os anos do bicampeonato. No jogo decisivo de 1957, diante de um Juvenal Lamartine lotado e com renda recorde, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o ABC.
Hélcio Jacaré chegou em 1973, no time montado por Sebastião Leônidas para o Campeonato Brasileiro, e se tornou um dos maiores ídolos do clube. Está entre os principais artilheiros da história americana e estava em campo no Clássico-Rei de 4 de julho de 1976, o de maior público da história, vencido pelo América por 2 a 1. Alberi, ídolo do rival, trocou o ABC pelo América em 1976 e foi campeão potiguar com o Mecão em 1977.

O tetra de 1979 a 1982: Marinho Apolônio, Didi Duarte e a invencibilidade
O América ganhou quatro estaduais seguidos entre 1979 e 1982 e ficou 24 jogos oficiais sem perder para o ABC entre 1980 e 1983, com 7 vitórias e 17 empates.
- Marinho Apolônio é o maior artilheiro do Clássico-Rei na era profissional, com 23 gols, 13 deles pelo América. Em 2 de novembro de 1980, fez três na vitória por 4 a 1 sobre o ABC.
- Didi Duarte marcou o gol mais rápido do clássico, aos 5 segundos, num chute do meio de campo em 15 de abril de 1981.
- Baíca é o maior artilheiro americano no clássico, com 15 gols, e dividiu a artilharia do estadual de 1988, com 13 gols.
Souza, o maestro revelado em casa
José Ivanaldo de Souza, o Souza, nasceu em 1975 em Ipanguaçu, no interior do RN, e começou no América, onde foi bicampeão potiguar. O técnico Baltazar Germano, ex-volante e ídolo do clube, foi quem lançou o meia no time principal. Com 18 anos, Souza se transferiu para o Rio Branco, de Americana, e depois rodou por grandes clubes do país.
Pela seleção brasileira, recebeu 11 convocações entre 1995 e 1996 e foi vice-campeão da Copa América de 1995. Em 2006, voltou ao América e liderou a campanha que terminou com o quarto lugar na Série B e o acesso à Série A de 2007. Anos depois, foi eleito presidente do clube para o biênio 2022/2023.
Copa do Nordeste de 1998: Paulinho Kobayashi
O atacante Paulinho Kobayashi, paulista de Osasco, foi o artilheiro da Copa do Nordeste de 1998, com nove gols, a maior conquista regional do América. Marcou na final, vitória por 3 a 1 sobre o Vitória no Machadão, e antes fez três gols na goleada de 4 a 0 sobre o ABC, em 26 de março de 1998, um deles do meio de campo. Em 2020, voltou ao clube como técnico.

Os artilheiros recentes: Max e Wallace Pernambucano
Max, nascido em São Luís em 1983, marcou um dos gols do empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, no Mineirão, que confirmou o acesso à Série A em 2006. Em 2011, fez o gol contra o Paysandu que garantiu a volta à Série B. Foi campeão potiguar em 2014 e 2015 e artilheiro da Copa do Nordeste de 2015, com seis gols. Aparece entre os maiores artilheiros da história do clube.
Wallace Pernambucano, o Tanque, defendeu o América entre 2020 e 2023. Foi artilheiro da Série D de 2020, com 12 gols, e do Campeonato Potiguar de 2021, e fez parte do elenco campeão da Série D de 2022, primeiro título nacional do clube. É o maior artilheiro da história da Arena das Dunas.
Técnicos que fizeram história no América
| Técnico | Marca |
|---|---|
| Sebastião Leônidas | Taça Almir de Albuquerque de 1973 e estaduais de 1974 e 1975 |
| Ferdinando Teixeira | Estaduais de 1988, 1989, 1996 e 2003 e acesso à Série A em 1996 |
| Baltazar Germano | Técnico em várias temporadas dos anos 1990 e responsável por lançar Souza |
| Arturzinho | Copa do Nordeste de 1998 |
| Leandro Sena | Série D de 2022 |
Perguntas frequentes
Quem é considerado o maior ídolo do América-RN?
O meia Souza é o nome mais citado: revelado em casa, convocado para a seleção brasileira e líder do acesso à Série A em 2006.
Quem marcou o gol do primeiro título do América?
Nilo Murtinho Braga, em 1919, contra o ABC, quando tinha 15 anos.
Quem foi o artilheiro do América na Copa do Nordeste de 1998?
Paulinho Kobayashi, com nove gols, artilheiro da competição.
Quem é o maior artilheiro do América no Clássico-Rei?
Baíca, com 15 gols, segundo o levantamento da era profissional. No geral do clássico, Marinho Apolônio soma 23, sendo 13 pelo América.
Fontes consultadas: América de Natal (site oficial); Wikipédia (verbetes América Futebol Clube, Nilo (futebolista), José Ivanaldo de Souza, Paulinho Kobayashi, Max Brendon, Wallace Pernambucano, Alberi, Clássico Rei e Campeonato Potiguar de Futebol Masculino).






