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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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Ídolos históricos do América-RN: os craques que marcaram o Mecão

De Nilo, que garantiu o primeiro título potiguar em 1919, a Souza, chamado pelo clube de seu maior ídolo, veja os jogadores e técnicos que construíram a história do América de Natal.

Tiago da Silva CândidoPor Tiago da Silva Cândido Atualizado em 22/10/2026 5 min de leitura
Camisa alvirrubra antiga pendurada em vestiário, homenagem aos ídolos do América

Os ídolos do América de Natal vão de Nilo, autor do gol do primeiro título potiguar, em 1919, a nomes recentes como Wallace Pernambucano, artilheiro da Série D. No meio do caminho estão Saquinho, Hélcio Jacaré, Marinho Apolônio, Baíca, Didi Duarte, Paulinho Kobayashi, Max e o meia Souza, frequentemente apontado como o maior ídolo da história alvirrubra. Entre os técnicos, destacam-se Ferdinando Teixeira, Arturzinho e Leandro Sena.

Os pioneiros: Nilo e o título de 1919

Nilo Murtinho Braga nasceu em Belém em 1903 e morou em Natal porque o pai, oficial da Marinha, foi nomeado capitão do porto da cidade. Em 1919, com apenas 15 anos, marcou contra o ABC o gol que deu ao América o título do primeiro Campeonato Potiguar concluído. No mesmo ano voltou ao Rio de Janeiro, onde se tornou ídolo do Botafogo e disputou a primeira Copa do Mundo, em 1930, pela seleção brasileira.

Anos 1950 e 1970: Saquinho, Hélcio Jacaré e Alberi

O centroavante Saquinho é lembrado como um dos maiores da história alvirrubra. Foi artilheiro do estadual em 1956, com 10 gols, e em 1957, com 12, os anos do bicampeonato. No jogo decisivo de 1957, diante de um Juvenal Lamartine lotado e com renda recorde, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o ABC.

Hélcio Jacaré chegou em 1973, no time montado por Sebastião Leônidas para o Campeonato Brasileiro, e se tornou um dos maiores ídolos do clube. Está entre os principais artilheiros da história americana e estava em campo no Clássico-Rei de 4 de julho de 1976, o de maior público da história, vencido pelo América por 2 a 1. Alberi, ídolo do rival, trocou o ABC pelo América em 1976 e foi campeão potiguar com o Mecão em 1977.

Partida de futebol dos anos 1950 vista da arquibancada, em estilo de foto antiga

O tetra de 1979 a 1982: Marinho Apolônio, Didi Duarte e a invencibilidade

O América ganhou quatro estaduais seguidos entre 1979 e 1982 e ficou 24 jogos oficiais sem perder para o ABC entre 1980 e 1983, com 7 vitórias e 17 empates.

  • Marinho Apolônio é o maior artilheiro do Clássico-Rei na era profissional, com 23 gols, 13 deles pelo América. Em 2 de novembro de 1980, fez três na vitória por 4 a 1 sobre o ABC.
  • Didi Duarte marcou o gol mais rápido do clássico, aos 5 segundos, num chute do meio de campo em 15 de abril de 1981.
  • Baíca é o maior artilheiro americano no clássico, com 15 gols, e dividiu a artilharia do estadual de 1988, com 13 gols.

Souza, o maestro revelado em casa

José Ivanaldo de Souza, o Souza, nasceu em 1975 em Ipanguaçu, no interior do RN, e começou no América, onde foi bicampeão potiguar. O técnico Baltazar Germano, ex-volante e ídolo do clube, foi quem lançou o meia no time principal. Com 18 anos, Souza se transferiu para o Rio Branco, de Americana, e depois rodou por grandes clubes do país.

Pela seleção brasileira, recebeu 11 convocações entre 1995 e 1996 e foi vice-campeão da Copa América de 1995. Em 2006, voltou ao América e liderou a campanha que terminou com o quarto lugar na Série B e o acesso à Série A de 2007. Anos depois, foi eleito presidente do clube para o biênio 2022/2023.

Copa do Nordeste de 1998: Paulinho Kobayashi

O atacante Paulinho Kobayashi, paulista de Osasco, foi o artilheiro da Copa do Nordeste de 1998, com nove gols, a maior conquista regional do América. Marcou na final, vitória por 3 a 1 sobre o Vitória no Machadão, e antes fez três gols na goleada de 4 a 0 sobre o ABC, em 26 de março de 1998, um deles do meio de campo. Em 2020, voltou ao clube como técnico.

Bola balançando a rede em noite chuvosa sob refletores

Os artilheiros recentes: Max e Wallace Pernambucano

Max, nascido em São Luís em 1983, marcou um dos gols do empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, no Mineirão, que confirmou o acesso à Série A em 2006. Em 2011, fez o gol contra o Paysandu que garantiu a volta à Série B. Foi campeão potiguar em 2014 e 2015 e artilheiro da Copa do Nordeste de 2015, com seis gols. Aparece entre os maiores artilheiros da história do clube.

Wallace Pernambucano, o Tanque, defendeu o América entre 2020 e 2023. Foi artilheiro da Série D de 2020, com 12 gols, e do Campeonato Potiguar de 2021, e fez parte do elenco campeão da Série D de 2022, primeiro título nacional do clube. É o maior artilheiro da história da Arena das Dunas.

Técnicos que fizeram história no América

Técnico Marca
Sebastião Leônidas Taça Almir de Albuquerque de 1973 e estaduais de 1974 e 1975
Ferdinando Teixeira Estaduais de 1988, 1989, 1996 e 2003 e acesso à Série A em 1996
Baltazar Germano Técnico em várias temporadas dos anos 1990 e responsável por lançar Souza
Arturzinho Copa do Nordeste de 1998
Leandro Sena Série D de 2022

Perguntas frequentes

Quem é considerado o maior ídolo do América-RN?

O meia Souza é o nome mais citado: revelado em casa, convocado para a seleção brasileira e líder do acesso à Série A em 2006.

Quem marcou o gol do primeiro título do América?

Nilo Murtinho Braga, em 1919, contra o ABC, quando tinha 15 anos.

Quem foi o artilheiro do América na Copa do Nordeste de 1998?

Paulinho Kobayashi, com nove gols, artilheiro da competição.

Quem é o maior artilheiro do América no Clássico-Rei?

Baíca, com 15 gols, segundo o levantamento da era profissional. No geral do clássico, Marinho Apolônio soma 23, sendo 13 pelo América.

Fontes consultadas: América de Natal (site oficial); Wikipédia (verbetes América Futebol Clube, Nilo (futebolista), José Ivanaldo de Souza, Paulinho Kobayashi, Max Brendon, Wallace Pernambucano, Alberi, Clássico Rei e Campeonato Potiguar de Futebol Masculino).

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