Deputado Diógenes Quintero está entre mortos do avião que caiu; ninguém sobreviveu
Por MRNews
Deputado Diógenes Quintero está entre mortos do avião que caiu; ninguém sobreviveu
Uma tragédia aérea abalou a Colômbia nesta quarta-feira (28). Um avião que realizava o trajeto entre as cidades de Cúcuta e Ocaña, no departamento de Norte de Santander, caiu em uma região montanhosa e deixou 15 mortos. Entre as vítimas fatais estão o deputado federal Diógenes Quintero e o candidato a deputado Carlos Salcedo. As autoridades confirmaram que não houve sobreviventes.
A aeronave, um Beechcraft 1900, de matrícula HK-4709, era operada pela empresa Searca, a serviço da companhia estatal Satena. O voo transportava 13 passageiros e dois tripulantes quando desapareceu dos radares por volta do meio-dia, no horário local, provocando uma mobilização imediata das equipes de resgate.
Últimos momentos do voo
Segundo informações oficiais, o avião decolou do aeroporto Camilo Daza, em Cúcuta, às 11h42, com previsão de pouso no aeroporto Aguas Claras, em Ocaña, às 12h05. O último contato com o controle de tráfego aéreo ocorreu às 11h54, poucos minutos antes da perda total de sinal.
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Horas depois, os destroços da aeronave foram localizados em uma área de difícil acesso, entre os municípios de La Playa de Belén e Hacarí. Agricultores da região ajudaram a identificar a fuselagem em um terreno inclinado, coberto por neblina, o que dificultou as buscas aéreas iniciais.
Confirmação das mortes e comoção nacional
A confirmação de que não havia sobreviventes foi feita pela ministra dos Transportes, María Fernanda Rojas, durante uma coletiva de imprensa. Segundo ela, as equipes chegaram ao local do impacto ainda com esperança de encontrar vítimas com vida, o que infelizmente não se concretizou.
“As equipes chegaram ao local na esperança de encontrar sobreviventes, mas infelizmente não houve nenhum”, declarou a ministra.
Além de Diógenes Quintero e Carlos Salcedo, também estavam a bordo Natália Cristina Acosta Salcedo, integrante da equipe do deputado, outros passageiros e os tripulantes Miguel Vanegas, comandante da aeronave, e José de la Vega, copiloto.
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Trajetória de Diógenes Quintero
Diógenes Quintero tinha 36 anos e exercia mandato no Congresso colombiano desde 2022. Formado em Direito, era natural de Agua Blanca, na região de Catatumbo, e construiu sua trajetória política com forte atuação na defesa dos direitos humanos. Antes de chegar ao parlamento, ocupou os cargos de ouvidor municipal em sua cidade natal e ouvidor regional em Ocaña.
A equipe do deputado confirmou oficialmente sua morte por meio das redes sociais, destacando seu compromisso social e sua atuação política na região.
Investigação sobre as causas do acidente
A Satena informou que todos os protocolos de emergência foram acionados imediatamente após a perda de contato com a aeronave, em conjunto com a Aeronáutica Civil e a Força Aeroespacial Colombiana. Devido ao relevo acidentado e às condições climáticas adversas, as operações de busca enfrentaram grandes dificuldades.
O diretor da Aeronáutica Civil, Luis Alfonso Martínez Chiment, anunciou a abertura de uma investigação técnica para apurar as causas da queda. Entre as hipóteses analisadas estão falhas mecânicas e condições meteorológicas desfavoráveis, mas, até o momento, não há conclusões definitivas.
A tragédia gerou forte comoção no país, especialmente no meio político, e reacendeu o debate sobre segurança aérea em regiões de geografia complexa da Colômbia.
Categorias: Notícias
Tags: avião, Colômbia
Trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã aumentaram a tensão no Oriente Médio e podem impactar o preço do petróleo no mercado internacional e afetar outros países da região.
A Casa Branca enviou ao Oriente Médio o porta-aviões Abraham Lincoln, um dos maiores de seu arsenal, e tem ameaçado realizar ataques “muito piores” que os de junho de 2025 se Teerã não negociar um acordo em que se comprometa a não desenvolver armas nucleares.
No ano passado, americanos e israelenses bombardearam instalações militares e nucleares em solo iraninano. O país persa respondeu com o lançamento de mísseis contra Israel.
Em publicações nas redes sociais na quarta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que “o tempo está se esgotando”.
Segundo a mídia estatal do Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse não ter solicitado negociações nem ter entrado em contato com o enviado especial dos EUA, Steve Witkof.
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Estreito de Ormuz
Autoridades do Irã emitiram um alerta nesta quinta-feira (29) à navegação marítima no Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, anunciado que realizarão exercícios militares na rota comercial por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial.
O fechamento do estreito chegou a ser considerado uma retaliação aos ataques de junho do ano passado – e essa é uma das principais preocupações econômicas apontadas por analistas em relação à escalada da tensão na região.
O Irã tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo e é o quinto maior produtor. Além dele, outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) são banhados pelo Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait.
Economistas citados pela agência Reuters indicaram que a “possibilidade de o Irã ser atingido” já elevou o preço do barril em até quatro dólares.
Protestos
A pressão de governos ocidentais sobre o Irã aumentou no início de 2026 com o aumento de protestos contra o regime teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Confrontos entre forças de segurança e os manifestantes deixaram mais de 6 mil mortos, segundo associações de defesa dos direitos humanos, que contabilizam mais de 40 mil presos. Já o governo do Irã fala em 3 mil mortos e classifica parte deles como terroristas.
Além de contestar a falta de liberdade política, os manifestantes protestam contra problemas como o alto custo de vida, que em partes se devem às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e aliados.
Teerã culpa a interferência estrangeira pelos protestos e lançou mão de uma repressão severa que incluiu até mesmo o bloqueio da internet no país.
Fontes da Reuters confirmam que Trump está considerando opções como ataques direcionados às forças de segurança e líderes para inspirar os manifestantes a derrubar os governantes do Irã, que ameaça atacar bases norte-americanas em países vizinhos, como o Catar e o Barein, em caso de intervenção.
A repressão aos protestos também gerou reação de países europeus, que aprovaram nesta semana novas sanções contra autoridades e instituições do Irã e passaram a classificar a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista.
“Quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista”, disse a chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que acrescentou que “qualquer regime que mata milhares de pessoas do próprio povo está a trabalhar para a própria queda”.
*com informações da Reuters, RTP e Lusa.
