Arquivado projeto de lei contra Galheta.

Presença da AGAL e FBrN inibe o autor

Na última quinta-feira, dia 21, Projeto de Lei Complementar n. 1.327/2014, que proíbe a prática de naturismo no Parque da Galheta, em Florianópolis foi arquivado.

Luiz Carlos Hack, Affonso e Miriam Alles, na Audiência Pública
Foto: Marco Favero / Agência RBS

Luiz Carlos Hack (Conselheiro de Ética da FBrN), Affonso e Miriam Alles (Diretores da AGAL), estiveram na Audiência Pública e entregaram um abaixo-assinado virtual, com 272 assinaturas, o que levou o autor do projeto de lei, Vereador Jerônimo Alves (PRB), a reconhecer que os problemas em Galheta não são decorrentes do naturismo, e sim de ingerência e ausência do poder público.

Na próxima semana será encaminhado, pelos vereadores, um requerimento exigindo mais segurança, fiscalização e infraestrutura no Parque da Galheta e presença das Polícias Civil e Militar.

No próximo mês, novamente o naturismo na Praia de Galheta estará em pauta, quando será apresentado o projeto de delimitação e ampliação dos limites do Parque da Galheta - em discussão desde 1999. Se for aprovado, permitirá a discussão do Plano de Manejo do Parque, que regula tudo: trilhas, atividades econômicas, turisticas e ambientais e o próprio naturismo.

Moradores e frequentadores da Galheta e representantes de instituições ligadas ao naturismo relataram situações de sexo explícito, uso e venda de drogas, criação de gado em áreas irregulares, grilagem de terras , degradação de sambaquis e oficinas líticas e acúmulo de lixo na praia e nos acessos. Pedrão lembrou de uma ação de limpeza da praia em que participou e foram recolhidos cerca de 130 preservativos usados nas trilhas.

Rebatendo críticas de moradores e frequentadores da Galheta, sobre situações degradantes no local, o representante da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), Luiz Carlos Hack, explicou que os atos de atentado violento ao pudor que moradores da região relatam não são práticas aceitas pelos praticantes do naturismo, que tem código de ética próprio e pune excessos.

A AGAL solicita que seja continuada a busca de assinaturas para a petição, que será importante para as próximas etapas.

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Diretoria de Divulgação, em 27 de agosto de 2014